quinta-feira, 2 de junho de 2011

VIDA DE EXECUTIVO E O REEQUILÍBRIO POSTURAL


Pensamos demasiadamente
Sentimos muito pouco
Necessitamos mais de humildade
Que de máquinas.
Mais de bondade e ternura
Que de inteligência.
Sem isso,
A vida se tornará violenta e
Tudo se perderá.
Charles Chaplin

O árduo caminho, trilhado por diretores e presidentes de uma empresa estabelece certas regras implacáveis para a saúde. Regras estas que ultrapassam os seus desejos e vontades e que podem fazer do executivo uma pessoa amarga e doente.
A imensa responsabilidade pelo cotidiano de muitas pessoas o coloca numa condição de muita visibilidade o que necessariamente altera sua personalidade.
Tais cargos de destaque e visibilidade exigem um jeito certo de lidar com a comunicação direta, o que aumenta a carga de estresse fisiológico e psiquico. Segundo Albert Mehrabian, professor de psicologia da Universidade da Califórnia de L.A. o movimento postural do corpo representa 55% da comunicação direta. 7% está para a palavra e 38% para o tom de voz. Ou seja, a postura e o gesto corporal expressos enquanto se fala, comunicam mais que o discurso.
Para acontecer o equilíbrio corporal do gesto e da postura com aquilo que esta sendo dito é preciso uma boa dose de autoconhecimento. Este processo psícofísico de autoconhecimento está inteiramente ligada a geração de saúde. 
O lado B, o medo, a insegurança e a falta de conhecimento de simples processos de meditação resulta numa perda de movimentação postural, o que significa perda da expressão e consequentemente a perda de uma comunicação eficiente, sucinta e humanizada.


Neste caso, acontece a debilidade corporal pela paralisia dos movimentos do corpo, da respiração e da mente e às doenças psicosomáticas.
Isso é apenas o começo porque o equilíbrio corporal também depende do diálogo abstrato da mente com algo ainda mais sutil, e pouco compreendido, que está na alma do ser humano: o ser observador, o eu superior. 
Para todos nós procede dessa forma. Entretanto, para alguém que ocupa um cargo de destaque faz toda a diferença tanto para saúde como para uma comunicação direta eficiente.

Para tanto deve-se saber que existe uma via psicossomática e outra somato-psíquica: o Observador dialoga com a mente e condiciona o corpo - psicossomática. O corpo dialoga com a mente pedindo mais atenção do observador.
Este processo de autoconhecimento cria diversos momentos de saúde para o corpo. Em nível mais profundo assume o comando de sua própria vida.
O ser observador utiliza a mente e o corpo para gerar de forma natural o equilíbrio das possíveis doenças ou enfermidades ligadas a contradições do pensamento, dos sentidos e das ações, e também em âmbito social revela sua majestosa atuação. Este resultado depende do hábito de meditar.
A vida do executivo está numa condição semelhante a de um clown porque quando desperto e concentrado na tarefa não perde o foco de si mesmo, e realiza a transformação com maestria.

Um comentário:

  1. Armando Austregésilo8 de junho de 2011 11:21

    André, intrigante este tema. Parece-me que a ligação entre a voz, a postura externa e a postura interna aqui citada como a alma do ser humano, (que em minha opinião compõe a postura interna), esta ligação descreve o instável equilíbrio buscado por aqueles que fazem os resultados. Aqui os diretores de empresa representam as pessoas que precisam fazer os resultados. E estes resultados, na empresa ou em nossas vidas, equilibram a postura da sociedade.
    Ótima reflexão, agradável de ler e de pensar!

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